A Brincadeira dos Pretos dos indígenas Tapajó do rio Arapiuns: Variações patrimoniais de uma ecologia das relações

Résumé : Esse capítulo analisa a performance da Brincadeira dos Pretos na aldeia indígena Garimpo (rio Arapiuns, Santarém – Pará), levando em conta tanto o contexto local de reivindicação do reconhecimento étnico deste grupo, como o cenário regional mais amplo, de patrimonialização das ‘brincadeiras’ realizadas durante festas católicas em toda a Amazônia brasileira. O argumento desenvolvido aqui é que essas manifestações lúdicas encenam, muitas vezes sob a forma de um duelo entre dois grupos de atores, a ecologia das relações entre os vários coletivos sociais que interagem com o grupo organizador. Essas dinâmicas sociológicas permitem uma certa plasticidade na interpretação das brincadeiras e de sua patrimonialização: elas podem ser vistas e apresentadas como um ritual indígena, como um ‘folclore’ amazônico e também, em contextos mais politizados, como uma forma de resistência à determinadas frentes opressoras. Afinal, pode-se dizer que a valorização simultânea – e concorrente – de diferentes leituras ou versões dessas brincadeiras, favorece uma certa polissemia, pelo menos enquanto nenhuma versão venha a se tornar hegemônica.
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Contributor : Emilie Stoll <>
Submitted on : Thursday, May 2, 2019 - 3:41:53 PM
Last modification on : Sunday, May 19, 2019 - 1:12:42 AM

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Émilie Stoll. A Brincadeira dos Pretos dos indígenas Tapajó do rio Arapiuns: Variações patrimoniais de uma ecologia das relações. Perspectivas patrimoniais: natureza e cultura em foco, 2018. ⟨halshs-01837928v2⟩

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